quinta-feira, 29 de abril de 2010

Arrogância...






Nenhuma arrogância se justifica!...










(por Jordan Augusto)










Arrogância... Seria pouco dizer que é antiga, mal-cheirosa, e que não se encaixa mais nos tempos modernos – em minha forma de ver. Obviamente que, como diz o dicionário, a arrogância, sendo ela sobranceria menosprezadora , altivez que deixa ver o pouco caso que se faz do adversário, ou mesmo insolência, prefiro pensar que é atitude dos que ainda necessitam se auto-afirmar para algo ou alguém. De todas as formas, em tempos de intensas tribulações como os que se apresentam agora, penso que o altruísmo, sobretudo racional, equilibrado, inteligente, e não um altruísmo manipulado, apaixonado, conveniente, estabelece a via que necessitamos para sairmos adiante.






Alguém logo pergunta: “altruísmo inteligente? Ou você ajuda ou não ajuda!” Podemos viajar pelas palavras de Pitágoras que diz: "Ajuda o teu semelhante a levantar a carga, mas não a levá-la." Ou mesmo citar Galileu: "Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo." Qualquer que seja a via que encontremos para este altruísmo – entre aspas – equilibrado, o ponto em questão é: você quer ajudá-lo, ou carregá-lo? Se você dá o peixe ele sempre terá fome, mas se ensiná-lo a pescar um dos problemas estará resolvido. O indivíduo, ainda que agindo em coletividade, diante das dificuldades, das intempéries da vida, sempre se sentirá só e abandonado por si mesmo. O problema é como ele se sente diante de tudo. Foram muitas as vezes em que esperando algo de alguém a ajuda não veio; logo, escuto: “ele não tem obrigação de ajudar! Faça sua parte que ele te ajudará!” Estas palavras, proferidas por um querido amigo psicólogo e filósofo que foi professor da Universidade Católica de Goiás. No entanto, fiquei pensando, sendo ele cético, o queria me dizer com “ele te ajudará”? Tempos depois tirei a dúvida: ele, o destino te ajudará! Mas não o destino como enxergamos, mas a história que escolhemos escrever.






É aí que a arrogância, disfarçada, faz-nos atuar como medíocres, pequenos... Faz-nos esperar sempre dos demais e nunca atuarmos por conta própria. O socorro deve vir primeiro de nós mesmos!






O mestre Padmasambava disse:






“A consciência fresca no presente


Tem uma essência vazia, o Corpo Absoluto;


Uma natureza luminosa, o Corpo de Felicidade,


E um modo de emergência variado, o Corpo de Aparição.






Mesmo meditando, permaneçamos no frescor de quem não medita;


Mesmo olhando, permaneçamos no frescor de quem não olha;


Mesmo nos apegando, permaneçamos no frescor de quem não se apega;


Mesmo nos projetando, permaneçamos no frescor de quem não se projeta;


Mesmo reabsorvendo, permaneçamos no frescor de quem não reabsorve;


Mesmo distraídos, permaneçamos no frescor não distraído;


O que quer que surja, esse frescor que esta em nós.






É um estado claro como o oceano límpido;


Onde felicidade, claridade e ausência de discursividade estão espontaneamente presentes.






Sejam quais forem os pensamentos que surjam, relaxemos no frescor nos apoiando sobre esta consciência do presente, atentos aos movimentos dos pensamentos sem ir ao encontro das recordações nem dos pensamentos futuros; permanecemos assim no curso natural da grande presença espontânea.”


















Referências:






Parte da explicação do mestre - Extrato do livro: "La liberté naturelle de lesprit" Apresentado e traduzido do Tibetano por Philippe Cornu Tradução p/português: Karma Tenpa Dhargye




http://www.bugei.com.br/news/index.asp?id=7510

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